“Pai, começa o começo!”

Quando eu era criança e pegava uma bergamota para descascar, corria para meu pai e pedia: “pai, começa o começo!”.

O que eu queria era que ele fizesse o primeiro rasgo na casca, o mais difícil e resistente para
as minhas pequenas mãos.

Depois, sorridente, ele sempre acabava descascando toda a fruta para mim.

Mas, outras vezes, eu mesmo tirava o restante da casca a partir daquele primeiro rasgo
providencial que ele havia feito.

Meu pai faleceu há muito tempo (e há anos, muitos, aliás) não sou mais criança.

Mesmo assim, sinto grande desejo de tê-lo ainda ao meu lado para, pelo menos, “começar
o começo” de tantas cascas duras que encontro pelo caminho.

Hoje, minhas “bergamotas” são outras.

Preciso “descascar” as dificuldades do trabalho, os obstáculos dos relacionamentos com amigos, os
problemas no núcleo familiar, o esforço diário que é a construção do casamento,
os retoques e pinceladas de sabedoria na imensa arte de viabilizar filhos
realizados e felizes, ou então, o enfrentamento sempre tão difícil de doenças,
perdas, traumas, separações, mortes, dificuldades financeiras e, até mesmo, as
dúvidas e conflitos que nos afligem diante de decisões e desafios. Em certas
ocasiões, minhas bergamotas transformam-se em enormes abacaxis……Lembro-me,
então, que a segurança de ser atendido pelo papai quando lhe pedia para “começar o
começo” era o que me dava a certeza que conseguiria chegar até ao último
pedacinho da casca e saborear a fruta.

O carinho e a atenção que eu recebia do meu pai me levaram a pedir ajuda a Deus, meu Pai do Céu, que  nunca morre e sempre está ao meu lado.

Meu pai terreno me ensinou que Deus, o Pai do Céu, é eterno e que Seu amor é a garantia das
nossas vitórias.Quando a vida parecer muito grossa e difícil, como a casca de
uma bergamota para as mãos frágeis de uma criança, lembre-se de pedir a Deus:

“Pai, começa o começo!”. Ele não só “começará o começo”, mas resolverá toda a
situação para você.

Não sei que tipo de dificuldade eu e você estaremos enfrentando ou encontraremos pela frente,

Sei apenas que vou me garantir no Amor Eterno de Deus para pedir, sempre que for preciso: “Pai, começa o começo!”.

 “LEVANTAREI os meus olhos para os montes, de onde vem o meu socorro. O meu socorro vem do SENHOR que fez o céu e a terra.” Salmos 121:1-2

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Comprometimento & Confiança – Aliados de Sucesso!

O exercício de dar rumo as coisas e as pessoas se aprende a cada dia. Quem educa é capaz de fazer aflorar na equipe o que eles têm de melhor.
   
Porque os chefes então se aborrecem constantemente? Porque querem controlar tudo e todos ao seu redor e a verdade é que ninguém controla ninguém.
   
Muitos reclamam que na equipe, ninguém oferece alguma idéia nova ou tomam qualquer tipo de iniciativa. Mas, é como o elefante do circo. Como pode um enorme paquiderme daqueles ficar preso a um pequeno toco? Ele é capaz de arrancar uma árvore e, se quiser, poderá desprender-se da estaca facilmente e fugir. Mas não faz isso.Ele foi adestrado desde pequeno, quando o toco representava um obstáculo real. Isso também acontece com as pessoas. Elas acreditam não poder fazer um montão de coisas, então não conseguem.

A única maneira para fazer as coisas acontecerem é tentar, errando ou acertando, mas fazendo, com coragem, fé, determinação e muito apoio. Apoio este que deveria vir especialmente pela liderança e esta é muitas vezes, omissa. O verdadeiro líder estimula as pessoas a vencerem os obstáculos.Para tanto, é preciso confiar e delegar. Se você continua dando o peixe ao invés de ensinar a pescar, isto é, se você continua fazendo as coisas pelos outros e tomando decisões por eles, estará criando um bando de fracos.

Os trabalhadores querem que os líderes lancem desafios e os façam exercitar os músculos, o cérebro, tomar decisões e enfrentar seus medos cara a cara.

Um empresário me disse certa ocasião: “somos bons de raquete, mas acho que estamos no jogo errado”. Muita gente se concentra no negativo. Há chefes que só tem duas conversas com os funcionários: quando os admitem e quando os demitem.

É difícil desenvolver confiança quando não existe diálogo. É preciso criar a parceria. Sei que muitos vão me questionar quanto ao sigilo das informações. Ora, colaborador, funcionário ou o nome que quiser dar a quem trabalha numa empresa é parceiro e deve ser tratado como tal.

Se você mente ou esconde o jogo, não está tratando o outro como um parceiro e logo, não espere comprometimento por parte dele. Não se trapaceia com parceiros. É a lei. É preciso criar uma relação de confiança excelente, um ambiente de camaradagem em que ninguém pense que o outro vai puxar seu tapete e isso começa nas lideranças das empresas.

Há líderes que se apaixonam pelas máquinas e nem ao menos sabem os nomes de quem as faz funcionar.

Empresa é muito mais que isso. É preciso uma visão humanística que concilia bem estar com bons resultados. Pensar numa empresa como mero sistema de informação é o mesmo que pensar que um elefante é apenas a sua tromba.

Tudo bem em querer os ovos da galinha de ouro e avaliar a qualidade desses ovos. Mas, e a galinha, como fica? Uma equipe é o conjunto de pessoas que trabalham voltadas ao objetivo comum.

Quando há comprometimento, faz com que as pessoas discutam no plano da divergência e não apenas na convergência. Mas é exatamente no plano da divergência que surgem as melhores idéias. Por isso, treinar a equipe é trabalho para o resto da vida.

 Pense nisso, um forte abraço e esteja com Deus! 

(por Gilcler Regina)

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Missão da mãe cristã

 As condições em que uma criança se desenvolve até os sete anos de idade são de extrema importância, pois contribuem positiva ou negativamente para o adulto que ela virá a ser. Na Bíblia isso fica claro quando vemos o quanto os pais são aconselhados a educar os filhos dentro da fé cristã.

No livro bíblico de Êxodo vemos que diante do crescimento vertiginoso do povo de Israel no Egito, o Faraó havia ordenado que todos os meninos israelitas que nascessem fossem mortos. Por esta razão, quando Moisés nasceu, a sua mãe o escondeu. E três meses depois, colocou-o num cesto de juncos à beira do rio para ver no que dava. Resultou que a filha do Faraó, indo banhar-se no rio, encontrou o cesto com o bebê, encantou-se com a criança, e decidiu adotá-la como filho. E ela pagou a uma mulher israelita para cuidar do nenê até que ele ficasse grande. Essa mulher, não por coincidência, era a própria mãe de Moisés.

Foram, sem dúvida, medidas da providência de Deus. Além de poder receber dos próprios pais toda a base da sua educação infantil na fé de Abraão, Isaque e Jacó, Moisés ainda tinha o amparo da princesa, sua mãe adotiva, que pagava para que ele fosse criado até que pudesse ser levado ao palácio.

Podemos concluir que todo o processo educacional na primeira fase de vida contribuiu para que Moisés tivesse caráter e personalidade íntegros e exemplares no serviço ao Reino de Deus. Por isso, pais e mães, deem atenção especial ao conselho de Deus através de Salomão, o maior entre todos os sábios: “Eduque a criança no caminho em que deve andar, e até o fim da vida não se desviará dele” (Pv 22.6). E a melhor educação começa ensinando aos filhos o que Jesus fez para dar a vida eterna a todos nós. É fundamental à criança aprender sobre Jesus, pois ele é o único caminho que leva até Deus, a fonte de toda verdade.

 Oremos: Ó Pai, fonte de toda graça, sabedoria e providência, por Jesus, reveste as nossas queridas mães de especial amor e discernimento da tua Palavra, a fim de criarem seus filhos em conformidade com a tua vontade e propósitos. Amém.

Pastor Nivaldo Garcia

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O desprendimento do despenseiro

“Se o faço de livre vontade, tenho galardão; mas, se constrangido, é, então, a responsabilidade de despenseiro que me está confiada.” 1 Coríntios 9:17.

A vida de um cristão autêntico é demonstrada pela atitude de um simples despenseiro. A despensa é o local da casa, palácio, escola, hospital onde se guardam os mantimentos. O despenseiro é o encarregado que cuida da despensa. Ele é o responsável pelo controle dos gêneros armazenados, fornecendo os víveres sempre que forem requisitados.

Como ecônomo, precisa tomar cuidado com a previsão, para poder moderar a provisão da casa. Ele é o administrador que tem o encargo de vigiar o estoque e atender a demanda, para que não falte suprimento, tanto na despensa, como na cozinha. Paulo aqui se compara com um despenseiro e apresenta a particularidade efetiva da mordomia cristã. Nas fronteiras do Reino de Deus não há senhores ou proprietários de coisa alguma. Todos os servos de Cristo são somente mordomos nesse mundo. “Ao Senhor pertence a terra e tudo o que nela se contém, o mundo e os que nele habitam.” Salmos 24:1. O Senhor é o único dono do mundo, e nós somos seus mordomos.

A verdade capital da mordomia cristã aponta para tudo o que tocamos como propriedade de Deus. Ele é o titular do universo, amo e patrão de toda a criatura, que mediante a sua graça nos permite gerenciar algumas coisas. Mordomia cristã é algo semelhante com a postura de Potifar ao admitir José como o superintendente de todos os seus bens. “Potifar tudo o que tinha confiou às mãos de José, de maneira que, tendo-o por mordomo, de nada sabia, além do pão com que se alimentava. José era formoso de porte e de aparência.” Gênesis 39:6.

O cristão não é proprietário de coisa alguma nesse mundo, mas um mero criado responsável pela administração do patrimônio de Deus. Mas tenha cuidado, pois um gerente pode ser displicente na sua tarefa, outro pode gerir determinado apenas pelo dever, enquanto outro ainda pode ser um gestor motivado pelo poder sublime do amor. Lembre-se que, você e eu não somos cristãos por acidente. Deus nos escolheu por sua graça para sermos participantes do seu Reino e mordomos dos seus bens. E a graça não torna a mordomia algo opcional. A obediência diligente e alegre é a marca distintiva de uma mordomia verdadeira. “Servi uns aos outros, cada um conforme o dom que recebeu, como bons despenseiros da multiforme graça de Deus.” 1 Pedro 4:10.

A mordomia na esfera da graça não é uma alternativa para gente inconsistente, nem um mero dever para uma turma bem-mandada. Creio que o assunto vá além do que afirmou Paul Rees quando disse que, a mordomia não é um ato de deixar uma gorjeta sobre a mesa de Deus. É uma confissão de uma dívida impagável contraída no Calvário. O formato da oferta na vida do crente é mais do que uma expressão de gratidão ou o impulso de ressarcir uma dívida. É o testemunho vivo de uma libertação profunda quanto ao domínio dos bens na vida dos seres humanos. Poucas coisas são tão poderosas como a amabilidade, e nada é tão amável como a generosidade. “Porque, no meio de muita prova de tribulação, manifestaram abundância de alegria, e a profunda pobreza deles superabundou em grande riqueza da sua generosidade.” 2 Coríntios 8:2.

A mordomia cristã é a graça de Deus libertando os seus filhos da tirania da posse, e concedendo a alegria de participar no projeto mais saudável, na edificação dos outros e na promoção do seu Reino aqui na terra. Por outro lado, Deus tem um método secreto para recompensar seus santos. Ele toma providência para que eles se tornem os primeiros beneficiados por sua própria beneficência. A alegria da generosidade é a retribuição mais eloqüente desse serviço, de modo que já está recompensado, quem contribui com alegria. J Blanchard diz que a alegria é o resultado natural da obediência do cristão à vontade revelada de Deus. Se não há alegria na vida cristã, alguma coisa está errada. A mordomia do crente não é uma mera obrigação fomentada por um dever moral. A questão ainda é a mesma. Se você ama a Cristo, o amor é a resposta da alegria em contribuir. “Cada um contribua segundo tiver proposto no coração, não com tristeza ou por necessidade; porque Deus ama a quem dá com alegria.” 2 Coríntios 9:7.

O dízimo não é uma gratificação pelos serviços do garçom. Deus não age na base da recompensa e a fidelidade movida pelo interesse não faz parte dos estímulos da graça. Quando a Bíblia fala de dízimo não está se referindo a uma propina para merecer a bênção, muito menos, uma remuneração pelo arrendamento dos bens. O dizimo é o piso a partir do qual caminhamos na estrada da liberalidade. Ser um despenseiro no Reino de Deus é ser um agente da graça na administração fiel dos recursos que lhes são confiados. A fidelidade é um dos constitutivos da generosidade cristã. “Ora, além disso, o que se requer dos despenseiros é que cada um deles seja encontrado fiel.” 1 Coríntios 4:2.

João Crisóstomo, um dos pais da igreja, dizia que, a fidelidade em coisas pequenas é uma grande coisa. Para Jesus, tanto a fidelidade como a injustiça, sempre partem do pouco para o muito. “Quem é fiel no pouco também é fiel no muito; e quem é injusto no pouco também é injusto no muito.” Lucas 16:10. William Plumer também afirmava: “Aquele que não é liberal com o que tem, simplesmente engana-se a si mesmo quando pensa que seria liberal se tivesse mais”. O crente que é fiel no pouco que tem, dificilmente será infiel quando tiver muito. O temor reverente a Deus e um amor evidente pelo Senhor Jesus Cristo são as causas da fidelidade em quaisquer circunstâncias. Creio que, se há uma coisa que golpeia hoje o coração do Senhor da igreja, com intensa dor, esta não é mais a iniqüidade do mundo, pois o Senhor já pagou a conta do pecado, mas é a infidelidade da sua igreja.

Joseph Parker insiste: “O que o mundo necessita hoje é de homens que tenham visto a seu Senhor. A visão da fé fomenta a fidelidade”. Todo aquele que é um genuíno resultado da fidelidade de Deus, não pode se enveredar pelas ruas da traição. O despenseiro de Deus não dispensa a fidelidade nas pequenas coisas. Gosto desse pensamento de Elton Trueblood: “Se a fé de um homem não afeta a sua algibeira, então a sua fé é fingida. Mas, a maneira como se dá, vale mais do que aquilo que se dá”. O pouco da oferta da viúva pobre, dado com desprendimento, valia mais do que o muito oferecido pelos ricos arrogantes.

Antes de você se tornar um ofertante, você deve ser transformado em uma oferta, como os crentes da Acaia. “E não somente fizeram como nós esperávamos, mas também deram-se a si mesmos primeiro ao Senhor, depois a nós, pela vontade de Deus;” 2 Coríntios 8:5. Quem não se dá ao Senhor de todo coração, não consegue dar com júbilo, no seu coração.

Finalmente, onde devemos contribuir? Com quem devemos colaborar? Estas são algumas questões que muitos crentes desejam se inteirar, para contribuir com segurança. A Escritura mostra que você deve cooperar com o ministério onde recebe o alimento espiritual. A expressão tosca deste roceiro pode ilustrar este ponto. A ovelha sempre aduba a pastagem onde come. O método voisin que multiplica os piquetes favorece o tema, já que o gado fertiliza o capim onde pasta. “Mas aquele que está sendo instruído na palavra faça participante de todas as coisas boas àquele que o instrui.” Gálatas 6:6. Participe materialmente com os que partem e repartem o pão espiritual. Contribua com a comunidade onde você compartilha a sua fé. Colabore com os santos que pela graça de Deus são os instrumentos para a pregação legítima do verdadeiro evangelho e que promovem a edificação do corpo de Cristo. Seja fiel à vontade do Senhor, comprometido com a sua missão nesse mundo.

Busque no Senhor a direção para ser uma bênção nos projetos que são abençoados por ele. Lembre-se que você é mordomo e não dono, por isso, não seja omisso nesse compromisso, nem veja nisso um ensejo para vangloriar-se pelo fato de poder contribuir. Toda glória pertence a Deus, e ao despenseiro cabe tributar com alegria e desprendimento, louvor e glória ao Senhor que lhe fez participante do seu Reino. Aleluia! Amém.

 Fonte: Clenio Fonseca Paranaguá é psicólogo e pastor [http://www.vidasemdividas.com.br].

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Conteúdo precioso

Quanto vale uma caixa de bombons? Depende do seu conteúdo! Se forem bombons simples, especiais ou importados. Se pensarmos apenas na caixa, seu valor se reduz a alguns centavos. A embalagem serve para conter, proteger e transportar o seu conteudo. Depois disso, é desprezada. Contudo, ela é útil e, em muitos casos, indispensável. 2Co

 Essa é a relação que o apótolo Paulo estabelece ao falar em potes de barro e tesouro espiritual. Um pote de barro é, em princípio, uma embalagem comum, barata e frágil, mas pode conter um tesouro de altíssimo valor. É exatamente a isso que o apóstolo Paulo se refere. Nós, cristãos, somos vasos de barros. Somos embalagens frágeis, passiveis de erros com formas e aparências diferentes, porém, com o mesmo conteúdo precioso: o Evangelho da salvação em Cristo Jesus, que DEUS depositou em nós. Que privilégio! Quando recebemos uma encomenda, às vezes, a embalagem chega esfolada, suja, amassada ou rasgada. Que alívio, quando constatamos que, ao menos, o conteúdo permaneceu intacto. DEUS colocou dentro de você a mensagem de Cristo. Ele conta com você para que ela chegue intacta a muitas pessoas. Talvez, isso explique algumas das dificuldades que você tem enfrentado. Você está cumprindo um papel fundamental na divulgação do tesouro espiritual. Que isso sirva de consolo. Afinal, uma caixa amassada, que contém um tesouro valioso, vale mais do que uma caixa perfeita, porém, vazia.

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Façamos a diferença!

Um aprendiz encontrou seu mestre e estabeleceu-se o seguinte diálogo:
- Mestre, como faço para não me aborrecer?
Algumas pessoas falam demais, outras são ignorantes e algumas são indiferentes.  Sinto ódio das que são mentirosas.  Sofro com as que caluniam…
- Pois viva como as flores, respondeu-lhe o mestre.
- Como é viver como as flores? perguntou o aprendiz.
lirios
- Repare nestas flores – continuou o mestre, apontando os lírios que cresciam no jardim.  Elas nascem no esterco, entretanto, são puras e perfumadas.  Extraem do adubo malcheiroso tudo que lhes é útil e saudável, mas não permitem que o azedume da terra manche o frescor de suas pétalas… Por isso, é justo angustiar-se com as próprias culpas, mas não é sabio permitir que os vícios dos outros o importunem.  Os defeitos deles são deles e não seus.  Seu não são seus, não há razão para aborrecimentos.  Exercitar, pois, a virtude é rejeitar todo o mal que vem de fora.  Isso é viver como as flores!
Viver como as flores!  Este é o desafio lançado a todos os cristãos.  Somos desafiados a viver de forma sensata, justa e piedosa em meio às dificuldades e aos problemas diários.  E isso é possível porque o amor de Cristo por nós, revelado em sua morte, nos capacita.  Cristo nos resgatou e salvou para uma vida significativa e marcante, já, agora, e, depois, na vida eterna, no céu.  Assim, com Cristo, estamos “livres os espíritos maus que dominam o Universo”. [Leia: Colossenses 2.20-23]

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( ) esistir

Estamos aqui, vivos, respirando. Existimos, portanto, inevitavelmente.

Uma vez que este existir é inevitável, também é lógico que existam opções de como conduzir esta existência. Como existir, como ‘levar a vida’? De que maneira enfrentar?

 

Trocando o ‘x’ por um ‘s’, é possivel ilustrar duas maneiras básicas de ‘esistir’

 

Uma começa com D.  (d)esistir.

É quando preferimos observar a vida, e não vivê-la. Quando preferimos ser a vítima e não a voz. Escolhemos sentar na platéia, abandonando o papel principal em cima do palco..

 

A outra, com R.  (r)esistir.

Enfrentar. Não aceitar a única resposta de que o problema não tem solução, mas tentar uma segunda opinião. Ou terceira terceira..Resistir não apenas no sentido de ‘aguentar’, mas também de almejar, lutar. Sonhar.

 

Nos dois casos, mesmo que muitas coisas estejam fora de nosso alcance, e mesmo que muitas delas não possam ser mudadas, ainda assim está reservado ao nosso dominio um tanto de escolha.

 

Para isso, as duas letras fundamentais de nossa vida, FÉ, são o canal que nos ligam Àquele que, além de nos dar o existir, nos leva a Viver. Aprender. Lutar. Deus nos chama a resistir, seja quando isso representa lutar com todas as forças, seja quando significa parar para recobrá-las. Quando significa ter a atitude de mudar ou quando é preciso mudar a atitude. Mas desde que foi uma escolha Dele nos trazer à fé em Jesus, continua sendo um presente Seu também a chance de podermos escolher. (d)esitir ou (r)esistir.

 

Resposta que, de um jeito ou de outro, sempre acaba sendo definida. Pois seja ‘d’ ou seja ‘r’, nosso ‘esistir’ não aceita parênteses.

 

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Espinhos

Vemos o mundo sempre de maneira plana e Deus vê o mundo por um todo. Para o que não entendemos, procuramos explicação para que haja em nós satisfação. E nesse olhar torto que temos da vida, nos enganamos quando nos colocamos de lado, separamos as pessoas como abençoadas ou não,  merecedoras ou não de felicidade.

Uma parte mínima das pessoas não aceita esse destino todo feito e tenta mudar a situação. Porém uma grande parte baixa a cabeça, numa atitude de resignação.

Deus não coloca as pessoas nas mesmas categorias que nós. Pessoas abençoadas para Ele não são as que nunca ficam doentes, nunca enfrentam provações, nunca se sentem rejeitadas ou culpadas e parecem ter uma vida tão perfeita que causam inveja. Jó perdeu tudo e foi abençoado!!!

O apóstolo Paulo foi um homem abençoado. Deixou palavras, combateu o bom combate e até os dias de hoje nós somos beneficiados com seus ensinamentos. Portanto, ele fala de um espinho, de algo que o incomodava e do qual queria se livrar. Quando ele se foi, carregou com ele esse espinho. O importante, como nos ensina, é que apesar de tudo guardou a fé.

Nós temos também nossos espinhos, cada um com o seu ou seus, que servem apenas para nos lembrar do quanto somos humanos. Podemos ter muito mais certeza do amor das pessoas que nos amam apesar das nossas imperfeições que do amor daquelas que nos amam pelas nossas qualidades. As primeiroas vêem as qualidades e aceitam as diferenças, as outras correm o risco de se decepcionar dia ou outro.

Mas Deus, esse mesmo Deus que amou Paulo, nos ama incondicionalmente e nos abençoa. Ele nos ama se estamos doentes, se estamos carentes, nos sentimos sós e até se o desespero quer ficar maior que nossas forças. Ele nos ama independente da nossa estatura, condição física ou personalidade.

Não podemos ver nossos espinhos como maldições, mas como algo que não impede nossa beleza, não impede que sejamos inteiros, sorridentes e felizes e alguma coisa boa e positiva na vida de alguém.

Ame-se o bastante para acreditar que você pode ser amado apesar de ser quem é, de ter o que tem. Os espinhos não deformam as rosas, eles as tornam ainda mais belas, misteriosas e fascinantes.

Cuide-se e nunca desista da felicidade, não veja o mal como uma fatalidade, combata-o com amor e se ele ainda ficar, ame-se ainda e assim mesmo, porque Deus te ama assim, com seus defeitos, suas doenças, seu sentimento de abandono.

Saber que somos amados renova nossas forças, levanta nosso ânimo, nos abre portas e caminhos.

Somos todos bênçãos quando damos a mão, compartilhamos do pouco que temos e do muito que desejamos e nos vemos de igual para igual. Somos todos abençoados, mesmo se nosso caminho é feito de pequenas pedras que machucam nossos pés. O importante mesmo é que elas não nos impeçam de caminhar.  [Letícia Thompson]

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Quando DEUS fala ao coração…

 ”Deus marcou o tempo certo para cada coisa. Ele nos deu o desejo de entender as coisas que já aconteceram e as que ainda vão acontecer, porém não nos deixa compreender completamente o que Ele faz.” [Ec 3.11]

 

“…Àquele que é poderoso para fazer infinitamente mais do que tudo quanto pedimos ou pensamos, conforme o seu poder que opera em nós, a Ele seja a Glória…”
[Efésios 3:14]

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Atritos…

Ninguém muda ninguém; ninguém muda sozinho; nós mudamos nos encontros.  Simples, mas profundo, preciso.  É nos relacionamentos que nos transformamos.  Somos transformados a partir dos encontros, desde que estejamos abertos e livres para sermos impactados pela idéia e sentimento do outro.

Você ja viu a diferença que há entre as pedras que estão na nascente de um rio, e as pedras que estão em sua foz?  As pedras na nascente são toscas, pontiagudas, cheias de arestas.  À medida que elas vão sendo carregadas pelo rio, sofrendo a ação da água e se atritando com as outras pedras, ao longo de muitos anos, elas vão sendo polidas, desbastadas. 

Assim também agem nossos contatos humanos.  Sem eles, a vida seria monótona, árida.  A observação mais importante é constatar que não existem sentimentos, bons ou ruins, sem a existência do outro, sem o seu contato.  Passar pela vida sem se permitir um relacionamento próximo com o outro, é não crescer, não evoluir, não se transformar.  É começar e terminar a existência com uma forma tosca, pontiaguda, amorfa.

Quando olho para trás, vejo que hoje carrego em meu ser várias marcas de pessoas extremamente importantes.  Pessoas que, no contato com elas, me permitiram ir dando forma ao que sou, eliminando arestas, transformando-me em alguém melhor, mais suave, mas harmônico, mas integrado.  Outras sem dúvida, com suas ações e palavras me criaram novas arestas, que precisaram ser desbastadas.

Faz parte… Reveses momentâneos servem para o crescimento.  A isso chamamos experiência!  Penso que existe algo mais profundo, ainda nessa análise.  Começamos a jornada da vida como GRANDES pedras, cheias de excessos.  Os seres de grande valor, percebem que ao final da vida, foram perdendo todos os excessos que formavam suas arestas, se aproximando cada vez mais de sua essência, e ficando cada vez menores, menores, menores… Quando finalmente aceitamos que somos pequenos, ínfimos, dada a compreensão da existência e importância do outro, e principalmente da grandeza de DEUS, é que finalmente nos tornamos grandes em valor!

Já viu o tamanho do diamante polido, lapidado?  Sabemos quanto se tira de excesso para chegar ao seu âmago.  É lá que está o verdadeiro valor… Pois DEUS fez cada um de nós com um âmago (coração/íntimo) bem forte e muito parecido com o diamante bruto, constituído de muitos elementos, mas essencialmentede AMOR.  Deus deu a cada um de nós essa capacidade, a de AMAR… Mas temos que aprender como.  Para chegarmos a esse âmago, temos que nos permitir, através dos relacionamentos, ir desbastando todos os excessos que nos impedem de usá-lo, de fazê-lo brilhar.

Por muito tempo em minha vida acreditei que amar significava evitar sentimentos ruins.  Não entendia que ferir e ser ferido, ter e provocar raiva, ignorar e ser ignorado faz parte da construção do aprendizado do AMOR.  Não compreendia que se aprender a amar sentindo todos esses sentimentos contraditórios e… os superando.  Ora, esses sentimentos simplesmente não ocorrem se não houver envolvimento… E envolvimento gera ATRITO.

Minhas palavras finais: ATRITE-SE!  Não existe outra forma de descobrir o AMOR.  E sem ele a VIDA não tem significado.

Texto:Roberta Crema – Presid. Colégio Internacional de Terapeutas UNIPAZ.

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